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Coren-MS INFORMA: Em audiência pública no Sul do país, Cofen reafirma ações de combate à violência contra a Enfermagem


26.02.2026

A iniciativa foi promovida pelo Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren-PR), em parceria com o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), com o objetivo de debater e fortalecer o enfrentamento à violência contra os profissionais da categoria.

Idealizada como um espaço democrático de escuta, reflexão e articulação institucional, a audiência buscou ampliar o diálogo sobre as situações de violência vivenciadas por enfermeiros, técnicos e auxiliares de Enfermagem, dar visibilidade à problemática e contribuir para a construção de estratégias efetivas de prevenção, combate e acolhimento. A escolha do tema partiu dos Conselhos Regionais de Enfermagem, diante do aumento expressivo dos casos de violência no ambiente de trabalho, cenário que tem impactado diretamente a saúde física e emocional dos profissionais e a qualidade da assistência prestada à população.

Ao aprofundar o debate, a procuradora do Trabalho da Procuradoria Regional do Trabalho da 3ª Região de Minas Gerais, Luciana Marques, apresentou um panorama jurídico e social da violência na área da saúde, contextualizando o problema como uma violação de direitos fundamentais e das normas de proteção ao trabalhador. Ela detalhou os diferentes tipos de violência, como a física, a psicológica, a verbal e a institucional, explicando como cada uma delas se manifesta no cotidiano dos serviços de saúde, muitas vezes de forma naturalizada.

Luciana Marques destacou que a violência psicológica e o assédio moral figuram entre as ocorrências mais recorrentes
Luciana destacou que a violência psicológica e o assédio moral figuram entre as ocorrências mais recorrentes, produzindo efeitos duradouros, como adoecimento mental, afastamentos do trabalho e comprometimento da segurança do paciente. Segundo a procuradora, a banalização dessas práticas contribui para a subnotificação dos casos e para a perpetuação de ambientes laborais inseguros.

A representante do Ministério Público do Trabalho também ressaltou que o enfrentamento da violência exige responsabilidade compartilhada entre empregadores, gestores públicos e instituições formadoras, incluindo a adoção de protocolos de prevenção, canais seguros de denúncia e medidas efetivas de responsabilização. Para ela, garantir ambientes de trabalho seguros é condição indispensável não apenas para proteger o profissional, mas também para assegurar a qualidade da assistência oferecida à sociedade.

Na sequência, Talita Pelisson, membro da Comissão de Direito da Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Paraná (OAB/PR), apresentou orientações práticas sobre condutas diante de agressões no exercício profissional, além de expor dados preocupantes sobre a epidemiologia da violência. De acordo com estudos citados, 62% dos profissionais de saúde já vivenciaram algum tipo de violência no ambiente de trabalho; um em cada três profissionais de Enfermagem sofreu violência física no último ano; e 80% já foram vítimas de violência verbal. Além disso, 70% das vítimas de violência na área da saúde são mulheres.

Talita Pelisson apresentou orientações práticas sobre condutas diante de agressões no exercício profissional
Talita trouxe ainda dados específicos de Minas Gerais, onde 95% dos enfermeiros relatam já ter sofrido algum tipo de violência, com predominância de violência psicológica e assédio moral. No Brasil, houve crescimento de 68% nos casos de agressões em dez anos. Globalmente, 90% dos profissionais relatam abuso verbal e 32% enfrentam violência física no ambiente laboral, evidenciando que se trata de um fenômeno estrutural e não isolado.

Diante desse cenário, o debate avançou para a construção de propostas concretas. Foram discutidas medidas de conscientização, fortalecimento das redes de apoio e a necessidade de articulação entre instituições de ensino, órgãos de fiscalização profissional e o sistema de justiça, com o objetivo de assegurar condições seguras e dignas para o exercício da Enfermagem.

O presidente do Cofen, Manoel Neri, destacou que as audiências públicas integram a programação das Reuniões Descentralizadas de Plenário da autarquia, ampliando o diálogo com a categoria e a sociedade. “As audiências públicas realizadas durante as reuniões descentralizadas de plenário do Cofen fortalecem a escuta ativa e aproximam o Sistema Cofen/Conselhos Regionais dos profissionais. O enfrentamento à violência é uma pauta urgente, escolhida pelos Regionais diante do aumento dos casos nos ambientes de trabalho, e exige ações integradas, políticas públicas eficazes e o compromisso coletivo de toda a sociedade”, afirmou.

O enfrentamento à violência é uma pauta urgente, escolhida pelos Regionais diante do aumento dos casos nos ambientes de trabalho
A presidente do Coren-PR, Ethelly Feitosa, também ressaltou o compromisso permanente da autarquia com o tema. “O Coren Paraná atua de forma contínua pelo fim da violência. Reforçamos o convite à participação dos profissionais, gestores, estudantes e demais interessados, pois o enfrentamento a esse mal que atinge a Enfermagem passa pela união da categoria e pelo fortalecimento das políticas públicas que contribuam para a integridade dos profissionais”, declarou.

Fonte: Cofen

Assessoria de Comunicação Coren-MS

 

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